terça-feira, 25 de novembro de 2008

Marcos Boi - Craque do Passado


MARCOS BOI - atacante que fez história defendendo o Potiguar
Visando a registrar a presença dos craques que o nosso futebol conheceu ao longo da sua existência, reservamos para esta edição um pouco da trajetória de Marcos Boi, atacante ainda hoje lembrado pela imensa torcida do Potiguar.A sua aparição inicial no futebol da terra de Santa Luzia se deu no dia 4 de junho de 1967, por ocasião do memorável clássico diante do selecionado local, na inauguração do Estádio Professor Manoel Leonardo Nogueira, oportunidade em que o Ceará Sporting Club (glorioso alvinegro de Porangabussu) derrotou o escrete mossoroense pelo placar de dois tentos a zero. Marcos Boi foi o responsável pela marcação do segundo tento. Naquela oportunidade, o Vovô da terra de Iracema atuou com esta formação: Gilson (Romualdo); Williams, Laudenir, Gilberto (Evandro) e Tangerina; Carlindo (Betinho) e Adonias; Zito (Riberinho), Mozart, Marcos Boi e Babá (Cadinha).O nosso focalizado sempre se tornou ídolo em todos os clubes que defendeu, razão pela qual conquistou vários títulos de campeão, não apenas no futebol cearense, bem como em outros Estados brasileiros. Juntamente com Nivaldo Dantas (o eterno capitão alvirrubro), Marcos Boi marcou época no futebol maranhense, envergando a jaqueta do Moto Clube.A sua vinda para o Potiguar se deu no ano de 1975, oportunidade em que o alvirrubro representava o nosso futebol na disputa do segundo certame estadual, patrocinado pela então Federação Norte-rio-grandense de Desportos (FNG), atual FNF.A formação base do Time Macho na citada temporada foi a seguinte: Batista; Berico, Elói, Nivaldo Dantas e Vildomar; Afonsinho e Ananias; Chico Alves, Marcos Boi, Odilon e Maranhão, um elenco considerado como dos mais eficientes que o Potiguar estruturou ao longo da sua existência.Goleador nato, o nosso focalizado sabia como poucos aproveitar os lançamentos endereçados à área adversária, transformando-os, na maioria das vezes, em belíssimos tentos, que levavam ao delírio a galera alvirrubra.Com essa formação, o Time Macho conquistou, ao final da competição do citado ano, a terceira colocação, enquanto o América sagrava-se campeão, e o ABC, vice. Artilheiros do campeonato: Hélio, do América, e Edivaldo, do ABC, ambos com 14 tentos assinalados.Por mais que a diretoria acedepeana houvesse manifestado o desejo de permanecer com o concurso liberatório de Marcos Boi, para o estadual de 1976, não se tornou possível a sua renovação contratual, de vez que uma proposta irrecusável motivou a sua transferência para um grande clube do Nordeste.Numa prova de reconhecimento, por tudo quanto proporcionou ao nosso futebol, de modo particular ao Time Macho, Marcos Boi será para sempre lembrado no Cantinho da Recordação.
Fonte: Cantinho da Recordação por Orismar Lima. http://www.gazetadooeste.com.br/ de 25/11/2008.

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