terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Mais uma grande goleada em menos de um ano no POTIBA


Aproveitando melhor as oportunidades, Potiguar derrota a equipe do Baraúnas


Mantendo a característica tradicional do clássico, Baraúnas e Potiguar fizeram no sábado à noite mais um jogo carregado de emoção. Sempre um confronto que se define nos detalhes, os dois times criaram várias situações de gol, mas foi o Potiguar desta vez quem melhor aproveitou e acabou deixando o campo aplicando uma goleada de 4 a 0 no maior rival, placar considerado inesperado para este tipo de partida.
Mas, disposto a apagar a péssima imagem deixada no 1º turno e na fase de preparação para o segundo, os jogadores do alvirrubro entraram em campo munidos de uma disposição fatal. Logo no primeiro minuto de jogo abriram o placar com Vaninho aproveitando um cruzamento de Fagner. O jogo seguiu aberto e aos 32 minutos Canindezinho rouba a bola no meio-de-campo, avança em direção da área do Baraúnas e percebe Fagner penetrando pela esquerda, toca e o atacante coloca na saída de Paulo Renato, fazendo o segundo.
No retorno para o segundo tempo, com as mudanças feitas, o Baraúnas parece disposto a mudar a história do jogo, mas algumas faltas mais duras fizeram o árbitro Valdo Caetano expulsar três jogadores do tricolor. A mais grave foi cometida por Robertinho, no meio-de-campo, fraturando a perna de Everton, do Potiguar. Também receberam cartão vermelho Célio e Jozicley. Também por contusão deixou o campo mais cedo Canindezinho, atingido na coxa por Cláudio Ribeiro. O "Time Macho", que já mostrava mais presença em campo, teve sua vida facilitada nestas condições e aos 35 ampliou para 3 a 0 com Wellington e fechando a contagem André Borges marcou o quarto gol, nos acréscimos, aos 47 minutos no embalo da dança do "créu". Para um público de 4.533 pagantes a renda foi de R$ 44.187,00. Somados aos não-pagantes, 811, o público total chegou a 5.344, com parte das arquibancadas ainda interditada.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

O grande dirigente alvirrubro

Entrevista com Manoel Barreto

O empresário Manoel Barreto foi responsável pela entrada do Potiguar no Estadual em 1974 e pelo título inédito, 30 anos depois. Unanimidade entre os alvirrubros, o ex-presidente ainda nutre o sonho do retorno, adiado temporariamente por problemas de saúde.

A que você atribui tamanha popularidade no Potiguar?
Sempre defendi o Potiguar, acima de tudo. Transparência, honestidade e escolha da equipe certa para trabalhar passaram tal confiança. Acho que a torcida entende essa dedicação ao clube.

O maior feito de sua passagem pelo Potiguar ainda está para acontecer?
A entrada no estadual e o título de 2004 foram importantes, mas a história de um clube não pode se resumir a esses fatos. Temos muito a trabalhar, como a estrutura que nos possibilitará a continuidade das conquistas.

Por que o desejo de retorno?
Todos sabem do meu amor pelo Potiguar. Só mesmo a saúde não estando bem para me deixar distante do clube. Para mim, é difícil só assistir sem poder dar uma colaboração maior.

Mas esse retorno está próximo?
Estou na fase final do tratamento. Não posso assumir ainda a presidência, mas ajudando na medida do possível a Junta Governativa enquanto me recupero plenamente. Minha volta tem prazo: abril.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Partida Histórica - Copa do Brasil de 2006


Potiguar reencontra a vitória na Copa do Brasil

Contrariando o cenário, que parecia o mesmo do ano passado com o time mudando treinador e vivendo uma situação delicada no Estadual, o Potiguar modificou a história e, desta vez, venceu na estréia da Copa do Brasil. Jogando um futebol que não foi visto na competição local, o alvirrubro passou pelo Santo André, fazendo 2 a 0, na estréia do técnico Flávio Araújo.
Marcando bem e saindo com qualidade para o ataque quando tinha a bola, o alvirrubro dominou a partida no primeiro tempo e, logo aos quarenta segundos de jogo, quase marca com Fábio Giuntini. Voltou a ter nova oportunidade aos 14 minutos através de Herivelto e aos 16 com Canindezinho. O gol estava ficando maduro e, aos 40, abriu o placar em jogada de velocidade pelo meio, Giuntini toca e Herivelto marca.
O placar seria fechado somente no segundo tempo e, nos minutos finais, mudando também a história se sofrer gol nesta fase do jogo. Saindo em velocidade, Canindezinho puxou o contra-ataque pelo lado esquerdo, tocou para Fábio Giuntini na meia-lua da grande área que na direita viu Verona entrando, tocou e este entrou batendo de primeira, marcando o segundo gol e decretando números finais ao jogo. “Tivemos pouco tempo para trabalhar, estudamos bem o adversário, neutralizamos os dois melhores jogadores deles, Rafinha e Leandrinho, com boa marcação e deu certo”, comentou o treinador Flávio Araújo. O próximo jogo acontece dia 8 de março na cidade de Santo André, em São Paulo, onde o alvirrubro joga pelo empate, podendo perder até por 1 a 0.

Ficha Técnica

Potiguar: Nilson, Niel, Ricardo, Michel e Berg; Erivan, Ricardo Lima, Jânio (Mazinho) e Herivelto (Alex Carioca); Canindezinho e Fábio Giuntini (Verona). Técnico: Flávio Araújo.
Santo André: Júlio César, Túlio, Diego Padinha, Gabriel e Alexandre; Makelelê, Leandrinho (Makanaki), Ramalho e Rafinha (Pará); Roncatto e Helton (Ronaldo). Técnico: Roberto Fernandes.
Árbitro: Genival Batista Lima Júnior
Renda: R$ 22.645,00 – Público pagante: 2.147 (NP: 907).

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Herói do Passado

BERICO

Dando continuidade à busca dos craques que atuaram no nosso futebol, trouxemos para esta edição um pouco da história de Berico, que vestiu, durante três temporadas, a jaqueta do Potiguar. Oriundo do futebol paraense, o nosso focalizado integrou o primeiro plantel alvirrubro que disputou o certame estadual de futebol, patrocinado pela FND, no ano de 1974. Atuando na condição de lateral direito, Berico assumiu a titularidade da posição durante a sua permanência no Time Macho. Atleta detentor de um esmerado estilo, jamais apelou para o antijogo, embora soubesse como poucos proporcionar completa tranqüilidade no setor defensivo do alvirrubro. Ao lado do "xerife", Jotabê e mais Nivaldo Dantas e Altevir, Berico constituía-se na formação de uma das melhores formações defensivas do futebol estadual àquela época. O técnico René Dantas sabia como ninguém que o futebol praticado pelo nosso focalizado constituía-se num rendimento por demais produtivo, fazendo com que a retaguarda do Potiguar, a cada ano, fosse considerada como uma das que mais se destacavam, segundo a imprensa falada e escrita da nossa capital.A disciplina também era uma constante em Berico, sendo raríssimas as vezes em que era contemplado com o cartão amarelo. Seriedade e auto-eficiência eram integrantes da característica principal do citado atleta.Esteve tomando parte do elenco do Potiguar no período de 1974 a 1976, sendo que, na última participação, o alvirrubro tinha esta excelente formação: Itamar; Berico; Elói, Nivaldo Dantas e Vildomar; Batista, Carrapeta e Ananias; Chico Alves, Maranhão, Ibsen e Rmildo Silvestre. Berico chegou a receber convites dos chamados grandes clubes da capital para fazer parte dos seus elencos, tendo optado em permanecer no quadro príncipe até que, em 1977, tomou a iniciativa de retornar ao seu Estado de origem, onde permaneceu definitivamente. Em conversa com colegas da imprensa local, na época em que atuávamos no rádio esportivo, pude sentir a unanimidade ao lembrar a presença de Berico no Potiguar. Todos, sem exceção, teceram rasgados elogios ao futebol praticado pelo mesmo, numa prova de que o nosso focalizado fez por merecer a confiança depositada pela alta cúpula acedepeana, bem como pela torcida alvirrubra, que costumava incentivá-lo nas jogadas decisivas da defesa do Potiguar. Este, portanto, o registro de Berico no futebol mossoroense, de modo particular atuando pelo Potiguar, que será para sempre lembrado no nosso Cantinho da Recordação.
Fonte: Gazeta do Oeste. Cantinho da Recordação por Orismar Lima.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Os artilheiros em Estaduais

O Potiguar de Mossoró é o terceiro time do estado com o maior número de artilheiros, os quais foram:

1988 - Roberto Cearense, 13 gols.

1991 - Cacau, 14 gols.

1995 - Cícero Ramalho, 15 gols.

2004 - Canindezinho, 14 gols.

Fonte: http://www.futebolinterior.com.br/news.php?id_news=619

Histórico em Estaduais

Resumo das Participações (até 2007):

Participou 29 vezes: 1974,1975, 1976, 1977, 1978, 1979, 1980, 1982, 1983, 1984, 1985, 1986, 1987, 1988, 1989, 1990, 1991, 1994, 1995, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2004, 2005, 2006, 2007.

Melhores colocações:

Terceiro Lugar: 1974, 1975, 1976, 1977, 1978, 1987, 1991, 1995, 2007.

Vice-Campeão: 1997 e 2006.

Campeão: 2004.



Fonte: http://www.potiguardemossoro.com.br/noestadual.php

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Linda História de Amor


Coração vermelho

Saudações alvirrubras! Hoje (segunda, 11), a Associação Cultural e Desportiva Potiguar (ACDP) faz 63 anos. Sem dúvidas é o time mais popular do interior do RN, depois de décadas com a pecha de elitista e fechado. O Potiguar foi "tomado" pela massa, fazendo do campo de futebol a mais perfeita moldura para seus sonhos e paixões. Nessa data, mais do que qualquer atleta ou mesmo formação de time, a recordação se fixa em um nome. É-me necessário lembrar de Uilton Costa, que talvez não tenha significado nenhum para muitos. O sobrenome não é pomposo nem deixou descendentes adestrados para sustentar sua imagem num pedestal mitológico. Dirigente do Potiguar, Uilton chegou a morrer num bizarro acidente de trânsito, quando outra vez corria em socorro aos interesses do alvirrubro. Enfrentou problemas familiares e perdeu até um cobiçado emprego federal, em meio à luta para manter vivo o Potiguar. Que não aconteça no esporte o que é comum no restante da existência contemporânea da sociedade mossoroense, capaz de produzir falsos rubis e, intensionalmente, "matar" reais valores humanos. É no futebol, que Mossoró dá os exemplos contemporâneos mais vivos de como deve ser um ambiente democrático, construtivo e sadio. Diferenças são resolvidas em duelos que encantam, consagram ou decepcionam, mas sempre com honestidade e respeito ao povão. Nunca vi Potiguar e o arqui-adversário Baraúnas forjarem resultados ou arrumarem a vida de ambos para que ninguém mais pudesse se sobressair. Vencer e perder fazem parte do jogo. Da vida. Minha homenagem, minha lembrança.
Carlos Santos é jornalista e comentarista esportivo, além de autor do livro "Só rindo - a política do bom humor do palanque aos bastidores"herzogcarlos@gmail.com

Uniforme


ESCUDO















Fonte: http://www.fotolog.com/imperiovermelho/8376600







quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Herói do Passado

BATISTA

Prosseguindo a tarefa de registrar os craques que fizeram a história do nosso futebol, reservamos para esta edição a presença de Batista, goleiro que marcou época vestindo a jaqueta alvirrubra, do Potiguar. Com o surgimento das disputas dos certames estaduais de futebol, patrocinados na sua largada pela então Federação Norte-rio-grandense de Desporto (FND), atual FNF, no ano de 1974, dirigentes da Associação Cultural e Desportiva Potiguar (ACDP) tomaram a iniciativa de representar a nossa cidade, com a inclusão do quadro príncipe no referido campeonato.
Goleiro que soube honrar o bom nome do Potiguar de nossa cidade.
Tendo à frente a presença do destacado desportista Manoel Barreto Filho, visando montar um plantel à altura para competir, juntamente com ABC, América e Alecrim, reconhecidamente grandes clubes de nossa capital, na busca de ratificar a hegemonia do futebol da Terra de Santa Luzia. Contando, a princípio, com a nossa direção técnica de José Djalma (tenente) e a seguir de Renê Dantas, renomados treinadores que atuaram no nosso futebol, o Potiguar foi buscar em centros esportivos mais desenvolvidos atletas que reuniam plenas condições de vestir a jaqueta alvirrubra, dentre eles, o goleiro Batista, oriundo do futebol piauiense. Detentor de um futebol indiscutível, o nosso focalizado constituiu-se titular absoluto da jaqueta de número um, transferindo total segurança para o setor defensivo do time macho. Confira a formação principal do Potiguar, no ano de 1974: Batista, Jotabê, Nivaldo Dantas e Altevir; Elói e Ananias; Ribeiro, Aélio, Vildomar e Vadinho. Com esta formação, o Potiguar conquistou a terceira classificação no cômputo geral do primeiro campeonato estadual de futebol. Dado o seu desempenho profissional, Batista renovou o seu vínculo contratual com o alvirrubro para a temporada de 1975, quando o clube foi reforçado com as presenças de Afonsinho, Marcos Boi, Odilon e Maranhão, galgando, ao final da competição, mais uma vez, a terceira classificação. Após duas temporadas defendendo o Potiguar, Batista optou em retornar ao seu Estado de origem, deixando uma enorme lacuna para as hostes acedepana. Assim sendo, pelos relevantes serviços prestados ao nosso futebol, Batista merece ser integrado na galeria de craques do nosso Cantinho da Recordação.
Fonte: Gazeta do Oeste. Cantinho da Recordação por Orismar Lima http://www.gazetadooeste.com.br/

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Jogo Histórico - Estadual de 2007


Com dois expulsos e 98 minutos de jogo, Potiguar arranca empate

Enfrentando algumas adversidades, o Potiguar fez jus à denominação de "Time Macho" no domingo à tarde em Natal em partida válida pelo Campeonato Estadual contra o ABC. No confronto do estádio Frasqueirão, o alvirrubro saiu em desvantagem no placar, teve dois jogadores expulsos e ainda viu o árbitro Flávio Roberto Sales levar o segundo tempo da partida até os 51 minutos, ou seja, seis além do tempo regulamentar. Somados aos dois do primeiro tempo, foram 98 minutos de jogo.
Mesmo assim o time, que perdia por 1 a 0, conseguiu empatar, virar e correr atrás do prejuízo quando esteve novamente em desvantagem, quando o ABC fez 3 a 2 e conseguiu chegar ao empate, 3 a 3, placar final.
O ABC marcou com Valbison aos 31 do primeiro tempo e ainda na etapa inicial o Potiguar empatou com Wellington aos 41. Aos cinco do segundo tempo Paulinho deixou o alvirrubro na frente e aos 20 Bebeto empatou e aos 26 Nego botou o alvinegrou na frente. O alvirrubro empataria o jogo aos 29 minutos, com Lucas cobrando falta.
No jogo o Potiguar teve os jogadores de defesa Luiz Henrique e Guarilha expulsos e, mesmo assim, resistiu bem até o final graças a boa atuação mais uma vez de Narciso na criação, o volante Wellington, marcando bem e na frente a velocidade de sempre de Canindezinho.
Atrás, embora tenha melhorado, a defesa só falhou quando permitiu que o baixinho Nego marcasse de cabeça. Embora tenha errado em duas finalizações, o jovem estreante Júnior conseguiu com sua presença na área segurar os zagueiros do ABC. "Foi uma equipe determinada, apesar das cinscunstâncias contrárias. Estão todos de parabéns", avaliou o treinador Manoel Ananias.

Hino do POTIGUAR


O hino do clube

Sobre o branco das salinas
Vibra o sangue de um guerreiro
Alvirrubro, cuja sina
É chegar sempre primeiro
Tradição de gente forte
Sempre pronta pra lutar
Com a nobreza do esporte
És meu Potiguar
A ruidosa charanga
Bandeiras bailam no ar
Uma torcida se inflama
Potiguar, Mossoró, Potiguar.
Cada passo, nova glória
Que a história floriu
Desta jóia que hoje brilha
O Nordeste do Brasil

Autor: José Fernandes Vidal (1976)

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

63 anos com vitória


Aniversário com vitória de presente

A segunda-feira marcou o aniversário do Time Macho (63).
Como presente, vitória no amistoso diante do bom time do Quixadá (CE), por 2x0.
Os gols saíram no segundo tempo através do atacante Rodrigo Ludke, um dos destaques da partida.
No primeiro, Fagner fez boa jogada pela esquerda e cruzou na medida para a cabeçada certeira de Ludke, que acertou com consciência o lando direito da meta, sem chances para o goleiro cearense.
No segundo, foi a vez de Canindezinho, que entrara na etapa final, disparar pelo lado direito, cruzar na medida e novamente, Ludke, dessa vez de perna direita, dar um toque com muita consciência no contrapé do goleiro para decretar o placar final.
"Me surpreendeu a qualidade desse time. Bem melhor que a maioria das equipes que vi jogar no campeonato cearense", disse o técnico do Quixadá, Cícero Ramalho, a respeito do Potiguar.
O Potiguar jogou com: Marcos Paulo; Gustavo, Paulão e Everaldo; André Borges (Marcel), Wellington (Roberto), Everton (Jânio), Edu Sanchez (Vaninho), Jean (Eduardo) e Everaldo; Fagner (Canindezinho) e Rodrigo Ludke (Jackson).

O time campeão estadual de 2004















Fonte: http://www2.uol.com.br/omossoroense/180404/index.htm

A Grande Conquista

Sonho grande que se sonha junto sempre vira realidade. Potiguar é campeão!!!


SÉRGIO OLIVEIRA

Trinta anos se passaram e finalmente ontem Mossoró saiu da fila de espera e já pode soltar o grito que estava preso na garganta de: é campeão! Numa noite memorável, favorecido pelo regulamento, que soube muito bem usar ao golear o América na primeira partida da final jogando em casa, 4 a 0, o time mossoroense se deu ao luxo de perder pela contagem mínima e, mesmo assim, levantar o cobiçado troféu de melhor do Rio Grande do Norte na temporada 2004. Nem mesmo o gol de Helinho, aos 31 minutos do segundo tempo, conseguiu tirar o brilho da festa do título inédito para Mossoró.

FIM DOS TABUS – Foi uma conquista sem reparos, pois tudo quanto atrapalhava a trajetória do alvirrubro em outros campeonatos, o time tratou de se livrar. Foi a primeira vitória contra o São Gonçalo e também o Coríntians. Veio também a tríplice conquista do Potiguar que, no final de tudo, é campeão estadual, dono da vaga do Rio Grande do Norte na Copa do Brasil de 2005 e um dos seus representantes no Campeonato Brasileiro da Série C, ainda em 2004. Ao vencer ontem à noite, o rubro mossoroense também se tornou o primeiro time do interior a conquistar um título dentro do Machadão e, de quebra, contra o América, o time mais vencedor da era do estádio João Machado.

A festa de Mossoró começou em Natal dentro do Machadão

Logo no início o Potiguar, ou melhor, sua torcida, saiu na frente. Na queima de fogos na entrada das equipes a festa da torcida alvirrubra foi bem mais emocionante com cerca de 10 minutos de duração. Enquanto isso acontecia, a torcida do América silenciava como se estivesse sentindo o que aconteceria ao final dos 90 minutos de jogo. Já do outro lado o pressentimento era bem diferente. O grito, o aplauso e a emoção da torcida do Potiguar reforçados pelos abecedistas da capital já eram de confiança no título.

Veio o jogo, o resultado positivo na soma das duas partidas e a festa do mais novo campeão do Rio Grande do Norte. Por mais de uma hora ninguém, uma só pessoa, conseguiu deixar o estádio Machadão fazendo a festa, agora recebendo o ilustre reforço dos jogadores e comissão técnica do Potiguar, os guerreiros príncipes do time macho.

No jogo o Potiguar atuou como verdadeiro campeão buscando a vitória

Como haviam anunciado durante toda a semana, os jogadores do Potiguar não jogaram na retranca para garantir empate. Ao contrário do que muita gente poderia esperar, mostrou personalidade e, mesmo podendo perder até pela diferença de três gols, foi o time mossoroense dono das melhores oportunidades de gols no primeiro tempo. Em um dos lances conseguindo, inclusive, meter uma bola na trave com Chiquinho e no final dos 45 minutos iniciais desperdiçou nova oportunidade com Marcelo que entrou sozinho e chutou em cima do goleiro Rodrigão, do América.

Enquanto isso, somente em lances de bola parada o América conseguia levar algum perigo ao gol defendido por Claudevan, aliás, mais uma vez realizando boa partida. Apesar de maior tempo com a bola, o América continuava criando poucas oportunidades de gols. Aos 31 do segundo tempo em um lance despretensioso a bola toca em um dos zagueiros e desvia de Claudevan, com Helinho marcando o único gol da partida que em nada serviu ao time rubro da capital.

História da ACDP


História do Clube: O Potiguar foi fundado em 11 de fevereiro de 1945, fruto da fusão do Esporte Clube Potiguar e a Sociedade Desportiva Mossoró. Inicialmente, se chamava Associação Desportiva Potiguar. Só depois é que adotou o nome de Associação Cultural e Desportiva Potiguar.Com essa fusão, o Tenente Edward Monteiro de Medeiros foi o primeiro presidente da história do Alvirrubro. Desde o princípio até os dias atuais, o clube tem como presidentes de honra, José Fernandes Vieira e Jerônimo Vingt Rosado, ambos já falecidos.Em 1951, o Potiguar viria a conquistar seu primeiro campeonato municipal. Craques como Dequinha (ex-Flamengo e Seleção Brasileira) e Bira (que jogou no futebol Europeu) entre outros, foram os responsáveis pelas primeiras conquistas do clube.Em 1974, o clube participava pela primeira vez do campeonato estadual, tendo terminado a competição daquele ano como quarto colocado.O ano de 2004 ficou marcado para a Cidade de Mossoró pela conquista do seu primeiro titulo estadual. Um presente ao povo mossoroense dado pelo Potiguar, que ergueu o troféu após uma final história contra o América. No primeiro jogo, em Mossoró, venceu por 4x0. No jogo final, em Natal, perdeu por 1x0, placar suficiente para garantir-lhe a conquista inédita. Neste campeonato, o Time Macho, como é conhecido no cenário futebolístico, teve também no atacante Canindezinho, o artilheiro da competição, com 14 gols.Em fevereiro de 2005, quando das comemorações do 60º aniversário do Potiguar, o jornalista e radialista Lupércio Luiz de Azevedo escreveu sobre o clube. Com riqueza de detalhes, destacou não só a história de um dos maiores clubes sociais do estado, mas também de um time nascido para vencer. Foi no livro “Potiguar – 60 anos de glórias e conquistas”.