sábado, 27 de setembro de 2008

Meta é continuação do trabalho

Marcos Santos
Da Redação
A diretoria do Potiguar chamou a imprensa ontem para divulgar principalmente a nova metodologia de trabalho do time. A meta agora é priorizar os jogadores da casa e região e diminuir ao máximo a importação de atletas para formação do elenco nas competições futuras."O Potiguar precisa revelar e ter o seu próprio produto. É uma tendência do mercado e o clube precisa se encaixar dentro dessa realidade se quiser prosperar. O futebol é negócio", argumentou o presidente Stênio Max ao lembrar que o clube precisa criar receita para nutrir os projetos futuros. "Lapidando os atletas estaremos trabalhando o lado técnico e permitindo principalmente a possibilidade de negociação futura. Clube algum não consegue sobreviver sem receita".Entre atletas profissionais, a exceção dos que estão emprestados a outros clubes - o apoiador Paulinho (Nacional/PR) e o meia Berg (Fortaleza/CE) -, o Potiguar conta com o goleiro Magdiel, o lateral-esquerdo Hoorialy, os volantes Max e Everton, os meias Fábio Gomes e Vaninho e o atacante Jackson sendo muito pouco para quem pretende criar uma identidade própria."A idéia é aumentar o número de jogadores ligados diretamente ao clube a partir do trabalho forte nas bases. A escolinha é a parte mais importante porque é a marca do clube", frisou o gerente de futebol do Potiguar, Marcílio Vitoriano, adiantando que tal projeto será posto em prática em breve."Irá funcionar quando a gente tiver todo o material em mãos em termos de estrutura. O clube está trabalhando para isto. Quem sabe já a partir de janeiro. Há um cuidado especial para sua execução porque não se pode cometer erros".Enquanto o projeto da escolinha (garotos de 6 aos 13 anos) não sai do papel, o Potiguar trabalha com o que é possível. Desde o início da semana, o técnico Miluir Macedo iniciou os treinos com atletas com idade de juvenil e júnior, misturado com os profissionais, já se preparando para o Campeonato Estadual de 2009. Jogadores da região também serão avaliados. A pretensão é formar a base do elenco com atletas caseiros e contratar os chamados "estrangeiros" para suprir os setores mais carentes da equipe."Lá para novembro teremos uma noção de quantos jogadores da casa iremos aproveitar e quantos de fora serão contratados. Irá depender do resultado do trabalho com o qual já começamos a desenvolver. Mas a idéia é essa, ou seja, contratar apenas o necessário e dentro de um patamar financeiro", comentou Miluir, que condicionou sua permanência no clube à execução do trabalho deste tipo."Tem que formar o atleta da terra e dá continuidade ao trabalho. Não há outra saída", comentou Miluir acreditando que os resultados são inevitáveis.Outra tese defendida pelo técnico para priorizar atividades com os jogadores da casa é o patrocínio dispensando pela Prefeitura. Para ele, nada mais justo destinar boa parte do dinheiro em forma de salário para o atleta local. "O maior investimento precisa ser feito para quem está aqui", entende.
APOIO DA IMPRENSA
Durante sua explanação, Marcílio Vitoriano também pediu o apoio da imprensa especializada nessa nova meta de trabalho do Potiguar. "Nós não vamos chegar a lugar algum sem o apoio de vocês. Precisamos contar com vocês para ajudar nessa mudança", disse.

Nenhum comentário: